27 de agosto de 2012

The Iconoclasts - Divertido e promissor


O mundo indie exibe diversas pérolas a quem quiser aventurar-se nele. Muito além das grandes produtoras e nomes famosos da indústria, há uma fantástica incubadora de talentos esperando para ser reconhecida. Vamos começar nossa exploração por The Iconoclasts, ressaltando apenas que não se trata de uma análise completa na forma de um "Porque jogar...", visto que o game ainda está em desenvolvimento.



The Iconoclasts é o mais recente projeto do desenvolvedor indie Konjak (Joakim Sandberg). Uma versão alpha foi disponibilizada em 2011 como uma amostra da jogabilidade, trama, personagens e demais elementos do game.

A trama acompanha as aventuras de Robin, uma jovem mecânica que está seguindo os passos do falecido pai e ajudando as pessoas de um vilarejo com suas habilidades. Só tem um pequeno detalhe: o governo teocrático reserva todo o conhecimento a si próprio, proibindo a prática de mecânica por pessoas não-autorizadas sob a alegação de ordens divinas.


Tudo começa em um dia aparentemente comum de Robin, até que a garota começa a chamar a atenção de agentes do governo. Eventualmente, ela é pega "no flagra" praticando mecânica e consequentemente capturada. Ela escapa do encarceramento junto com sua colega de cela, Mina, e a partir daí as coisas tendem a ficar mais e mais complicadas.

O game é do gênero ação e plataforma em 2D, com um estilo que remete a títulos como Megaman, Castlevania e Super Metroid. Os controles são bem fáceis de se dominar, respondem bem aos comandos e permitem a execução de diversos movimentos, garantindo uma jogabilidade bastante fluida.

Além das tradicionais batalhas e plataformas, o game incorpora puzzles ao longo do caminho e um sistema de upgrade das habilidades da protagonista: coletando certos itens especiais ao explorar os cenários, o jogador pode produzir melhoramentos que o ajudarão no decorrer da trama.


A arte é simplesmente espetacular, sendo um dos trunfos do game. The Iconoclasts possui cenários coloridos e detalhados, personagens com design simpático e inimigos diversificados. Tudo isso garante uma atmosfera envolvente, complementada pela excelente trilha sonora.

A versão alpha possui de 30 minutos a 1 hora de jogabilidade, dependendo da exploração ou não do cenário em busca de itens. Não é muito difícil, tirando uma passagem ou outra que pode dar um pouco de dor de cabeça a quem joga pela primeira vez, mas consegue desafiar na medida certa. Em particular, é bem provável que você morra pelo menos umas duas vezes no segundo chefe (que entretanto é um ótimo exemplo de batalha criativa e desafiadora, como um chefe deve ser).


The Iconoclasts é um projeto que vale a pena ser acompanhado por fãs de um bom e velho side-scrolling, não devendo em nada a títulos maiores. Confira por si próprio neste link e baixe a versão alpha.

A título de curiosidade, boa parte da base do game veio de um projeto anterior, abandonado por Konjak: Invory Springs. A trama e até mesmo as fases são parecidas, mas Ivory Springs é bem mais modesto do que seu sucessor. Fica aí uma amostra de como um conceito pode evoluir até um excelente game, bastando dedicação e constante aprimoramento.

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