20 de julho de 2012

Aquela velha fórmula que sempre da certo


Uma coisa que desanima os mais críticos é a forma repetitiva com a qual a industria do entretenimento tem feito seus roteiros. Não só falando de clichês, mas a falta de criatividade de ousadia para mudar está rendendo sequências praticamente iguais aos que lhe antecederam. Games, filmes, livros, séries, tudo tem caído nesta regra. Mas não é que diante disto aparecem aquelas velhas fórmulas que continuam dando certo!


Todos conhecem o Mario! Aquele encanador bigodudo, com macacão e boina. Apesar de se reinventar em vários aspectos em em Mario Galaxy, o herói ainda segue sua fórmula do sucesso. Mesmo no Galaxy ele tem que salvar a princesa Peach do Bowser, lutando contra os koopalings, passando de mundo em mundo com a ajuda do seus pulos. Mais fiel a velha fórmula é o New Super Mario Bross. O jogo lembra clássicos do herói encanador. Mas apesar de ousar, de não inovar muito, seus jogos continuam sendo muito bons.


Outro exemplo recente para mim foi Mario Kart 7. O sétimo jogo da franquia inova em alguns aspectos, mas a essência da franquia continua. Até por que não tem muito o que mudar no Mario Kart. Mas a questão em pauta é que este jogo, que tem praticamente tudo o que os outros tinham (até pistas de corrida), continua sendo bom e muito divertido. Digo por experiência própria que joguei muito até conseguir o troféu de ouro em todas as 8 copas nas três dificuldades 50 cc, 100 cc e 150 cc. Ainda joguei um pouco da mirror, mas não muito, mas já o suficiente para um jogo que praticamente seria a mesma coisa que os outros da franquia.


E ai está o grande x da questão. Como estes jogos conseguem manter a mesma fórmula e continuar sendo bons? Citei apenas estes mas posso falar da franquia Pokemon, por que não? Ou da franquia The Legend of Zelda? E de outras que seguem a mesma linha. E como disse antes, isto também funciona para filmes, livros, séries, etc. O número de obras que seguem a mesma fórmula e continuam sendo boas é muito grande. Mas o que diferencia estas obras daquelas que caem na mesmice? 


Acho que a principal característica destas obras é a transparência. Toda vez que você for jogar Zelda você sabe que terá que passar pelas dungeons, como também terá que pegar as oito insignias de pokemon. As características que são repetidas estão claras para todos, portanto, aquele que não gosta disso já de começo não se aventuraria a conhecer a fundo. Eles ganham os fãs nos pontos fortes que repetem e nas novidades que diante da velha fórmula se tornam mais atraentes. Você pode amar jogar pular em cima de gombas, mas e se você tivesse que além disto lidar com a mudança entre os planetoides e suas diferenças? Do mesmo jeito que você sabe que irá usar uma espada e escudo, além da roupa verde, mas poderá fazer isso com os controles com sensores de movimentos.


No resumo, você soma o que já é bom e oferece algo novo. E tudo isso com uma pitada final de simplicidade. Nenhum destes exemplos que falei precisou exagerar em gráficos ou em outro aspecto, acho que é isso ajuda muito a ganhar os fãs. Pois estes sabem que vão se divertir de qualquer maneira, mesmo sabendo que a velha fórmula continua lá.

Um comentário:

  1. Acho que o grande desafio para os desenvolvedores é determinar exatamente o que deve ficar e o que sai, saber onde está o "núcleo" da diversão. Por exemplo, eu poderia facilmente pegar Pokémon e concluir que o principal atrativo é a jornada, a exploração de vários ambientes e espécies diferentes. A partir daí os game designers podem acabar bolando um jogo com uma proposta totalmente diferente de Pokémon, com um foco na exploração e não em treinamento/captura/batalhas. Também há a necessidade de atualização, que muitas vezes não se mistura muito bem com a fórmula antiga.

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